Uma escola para servir é o destaque desta semana na série especial sobre os 20 anos de história da Escola de Ministros Rhema. Por essa razão, o casal, Lenildo e Fabiana Batista, contou um pouco sobre a experiência de servir como monitores na EMR em Campina Grande (PB).

Eles atuam na monitoria, há alguns anos, e certamente computam grandes experiências em sala de aula e no contato com os alunos. Confira a seguir:

PORTAL: Em qual ano vocês cursaram a Escola de Ministros Rhema?

FABIANA: Fizemos a Escola em 2017. Sempre tivemos o desejo de estudar nela juntos. E, esse foi o tempo que o Senhor nos impulsionou, foi o tempo que veio dentro de mim a instrução: desse ano não passa! E, mesmo sendo o tempo menos provável financeiramente falando, com duas crianças pequenas, mas nós fizemos. E o Senhor mesmo providenciou tudo que precisávamos para que isso fosse possível!

PORTAL: O que os levou a servir? Foram convidados ou sentiram uma motivação?

FABIANA: Ainda como alunos, surgiu o desejo de servir na escola. Mas tínhamos uma grande dificuldade: com quem deixar as crianças para ficarmos mais um ano na escola? Então, guardamos esse desejo no coração, e o Senhor cuidou disso também. Lembro-me que Miriam Leal nos convidou para participar da primeira consagração de 2018, na escola, com certeza inspirada pelo Senhor, e quando saí daquela aula de consagração, no meu coração ardia ainda mais o desejo de servir na escola e, no caminho para casa, Lenildo falou: já que não temos como servir os dois juntos, eu fico com as meninas, para que você possa servir na escola esse ano, isso se Miriam e Fernando ainda permitirem que você entre na equipe.

Meu Deus! Aquelas palavras eram como se eu recebesse um presente valioso!!! E Miriam e Fernando me aceitaram! E, assim, entrei como monitora, mas ainda com o desejo que Lenildo também estivesse lá. Pouco tempo depois, o Senhor levantou pessoas que se dispuseram a cuidar das nossas filhas, e enfim servimos juntos. Em 2019, não servimos na escola, pois entendíamos que seria necessário essa parada para assistenciar melhor nossas filhas. Mas a EMR sempre esteve em nossos corações, e quando passávamos perto, dizíamos: quem será que está dando aula hoje? Que saudade de estar lá, creio que algum dia ainda voltaremos! E, em 2020, para nossa surpresa e alegria, Fernando e Miriam, a quem somos muito gratos, nos convidaram para ajudá-los à frente da monitoria. Falamos com nosso pastor Isaías Tavares, a quem honramos e somos gratos, e ele nos liberou, e assim retornamos à escola, aonde estamos até então, cheios de alegria por fazer parte dessa história.

PORTAL: Olhando para para a EMR na perspectiva de aluno e monitor, tem muita diferença? Como enxergam a contribuição na monitoria? Qual o propósito?

LENILDO: Eu sempre considerei a monitoria como uma grande guardiã do regulamento, estando sempre alerta, servindo de ponte entre a diretoria e o alunado. Não compreendia ainda muito bem, como aluno, o propósito de algumas regras, mas sempre nos submetíamos. Quando chegávamos na escola, e nos deparávamos com aquela barreira de monitores na entrada, eu sempre perguntava para mim mesmo: será que estou conforme as regras? Quase o mesmo sentimento de quem se encontra com uma blitz, mesmo estando convicto de que está tudo certo.

Quando nós entramos para servir como monitores, tivemos nossa visão alargada, alguns porquês deram lugar ao entendimento correto do propósito do regulamento e da importância do trabalho da monitoria, pois vimos que esse trabalho transcende a uma simples fiscalização de regras. É na verdade um relacionamento desafiador, tanto para o aluno quanto para o monitor, pois são muitos detalhes que envolvem o treinamento, e mesmo não sendo tão confortável lidar com regras, é um trabalho gratificante, pois conseguimos ver o aperfeiçoamento e amadurecimento de cada um, na sua individualidade, e isso também forja o nosso crescimento como monitor.

FABIANA:
Geralmente comentamos entre nós, que todo aluno deveria servir na monitoria em algum momento da vida, pois é um misto de ensino e aprendizado constantes, que gera muito crescimento e amadurecimento. Só precisa ter um coração ensinável.

PORTAL: Acreditam que o trabalho de vocês ajuda na construção na vida das pessoas? De que forma?

LENILDO: Sim, é um contato constante e frequente, com muitos elementos semelhantes a um pastoreio, que exige muita dedicação, respeito, abnegação, amor, paciência, longanimidade, fé, enfim, uma bela oportunidade de amadurecer no fruto do Espírito, mas, também, é um tempo de conexões divinas, de inspiração e de entendimento do propósito da escola com cada chamado ministerial ali representando. É marcante e muito gratificante lidarmos com todo esse processo de treinamento e aperfeiçoamento.

PORTAL: No dia a dia, vocês enfrentam ou já enfrentaram alguma situação delicada com os alunos e como lidam com ela?

LENILDO: Lidamos com muitas situações de alunos que enfrentam adversidades nessa caminhada, e que exigem de nós monitores muita sensibilidade, compaixão e inspiração do Espírito.

Eles são desafiados em diversas áreas, seja financeira, emocional, moral, física, sentimental, enfim, e há testemunhos de alunos alcançados por uma Palavra inspirada de algum monitor, ou por algum socorro oportuno.

FABIANA: Às vezes, quando precisamos abordar algum aluno, para que ele corrija algo, e ele não recebe muito bem ou não está em um dia bom, a situação pode se tornar mais delicada (risos), na hora ele pode se chatear, levar para o lado pessoal, mas no final tudo se resolve e o propósito é cumprido, que é de aperfeiçoar o aluno e contribuir com essa fase de treinamento.

LENILDO: Choramos e sorrimos com eles, sempre com a missão de erguer e acreditar no potencial de cada um.

PORTAL: Como vocês se sentem servindo na EMR e como expressam esse sentimento?

FABIANA: É uma honra poder tocar a vida das pessoas de alguma forma, e na monitoria temos o privilégio de fazer isso, de várias maneiras, e em uma fase que consideramos muito importante na vida dos alunos. A melhor forma de expressar essa honra é fazer com excelência e amor aquilo que o Senhor nos confiou, que é cuidar dos nossos alunos nesse tempo e guardar os princípios da escola. Como diz o nosso pastor Isaías Tavares: ‘Não basta apenas vestir a camisa, precisamos suar a camisa’.

LENILDO: Somos gratos à nossa diretora Sylvia Lima, pela confiança depositada na monitoria nesse tempo, e pela dedicação com que conduz tudo de forma muito organizada e orquestrada, bem como também a todos os colaboradores da EMR que cooperam para a grandeza desse trabalho. São grandes homens e mulheres de Deus que passam por essa escola, e o mais importante de tudo é juntos cooperarmos com cada fase enfrentada por todos até alcançarmos a honra de vermos a concretização dos sonhos e visões presentes no coração de cada um, e lembrar que, de alguma forma, fomos participantes disso.

Os 20 anos de história da Escola marcaram e estão marcando a vida de muitos. Se prepare, pois nas próximas semanas você vai conhecer ainda mais da jornada que fez da Escola de Ministros Rhema o que ela é hoje! Para acessar a matéria anterior, CLIQUE AQUI!

 

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