Escola de Ministros Rhema: 20 anos de histórias marcantes

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Estamos em 2021 e, há exatas duas décadas, a Escola de Ministros Rhema (EMR) está colecionando grandes histórias de fé, perseverança e superação. Ao longo desse tempo, a escola tem reunido memórias de milhares de ministros graduados que se espalham pelo Brasil e pelo mundo numa velocidade indescritível.

Nascida em 2001, a EMR é fruto do desejo do Apóstolo Bud Wright de iniciar um treinamento direcionado aos professores do Centro de Treinamento Bíblico Rhema e ministros já em atuação na época. Ela também foi criada com o objetivo de preparar os novos ministros de forma ainda mais específica. Hoje, já são 7.793 graduados capacitados para toda boa obra. 

A turma pioneira foi dirigida por Suellen Emery. Mesmo ainda bastante jovem, foi a ela que Deus e o Ap. Bud confiaram a missão de desbravar e estruturar essa instituição que se tornaria imprescindível no treinamento ministerial no Verbo da Vida. “A Escola forma uma mentalidade que estimula cada um a encontrar o seu lugar. Para mim é uma grande honra e prazer fazer parte desses 20 anos”, disse ela.

Substituindo-a, Sylvia Lima assumiu a liderança em 2007 e permaneceu até o início de 2011, quando passou o cargo para Rita Maluta. Para Sylvia, a Escola de Ministros é uma base firme que auxilia na construção do chamado, em um tempo de orientação e esclarecimentos. Em 2012, Gildete Santos foi convidada para assumir a diretoria. Para ela, o tempo intenso de estudo é essencial para se desenvolver e descobrir o quanto ainda precisamos aprender. 

O ex-diretor mais recente, Fernando Leal, foi o único homem que passou pela direção da Escola Sede até hoje. Ele a dirigiu de 2016 a 2020. Durante esse tempo de atuação, percebeu o quanto a instituição atua sendo um meio para os alunos moldarem o seu caráter através de cada disciplina, norteando os seus próximos passos. 

Cada um, na sua visão e com as suas próprias experiências, também escreveu uma história junto à Escola de Ministros e testemunham em uníssono que é muito mais do que regras ou livros a resumir, é muito mais do que um diploma, é uma instituição que transforma vidas e ministérios. 

 ESCOLAS ITINERANTES 

Até 2006, tínhamos apenas a Escola Sede de Campina Grande. A partir de 2007, nós começamos a trabalhar com a primeira unidade itinerante em Recife (PE). No ano seguinte, ela esteve em Pinheiros (SP). Já em 2009, tivemos em Aracaju (SE). Depois do terceiro ano, começamos a expandir abrindo mais de uma unidade itinerante. Chegamos a ter seis unidades funcionando no mesmo ano, cinco itinerantes e a Sede”, disse Sylvia Lima, diretora que está novamente em exercício na Escola de Campina Grande (PB).

As unidades itinerantes são uma parte importante nessa grande história. Elas são uma força motriz para a difusão desse treinamento ministerial por várias partes do país. Diretores são escolhidos, a equipe de suporte é organizada, monitores convidados, tudo seguindo o mesmo padrão da Sede.

Lembro quando foi solicitado para a Escola funcionar fora de Campina. Foram horas de reunião, pensando em todos os detalhes, porque levar essa capacitação ministerial para cada região é um potencializador para o chamado das pessoas”, afirmou Suellen. 

São as mesmas matérias e professores ensinando em todas as unidades, mantendo o padrão no ensino oferecido.

Ao longo dos anos, algumas unidades realizaram atividades singulares, como por exemplo as de Caruaru (PE) em 2013, Taguatinga (DF) em 2014 e Campo Grande (MS) em 2016, que foram às ruas para evangelizar e promover ações sociais em prol de comunidades carentes. As turmas se dividiram em grupos como: divulgação, música, organização, entre outros e o resultado disso foi centenas de pessoas alcançadas e transformadas pelo poder da Palavra de Deus. A Escola de Ministros impacta a vida de muitos para que estes também sejam canais de transformação na vida de outros.

Um diferencial das itinerantes é a viagem obrigatória a Campina Grande para a tradicional Aula de Campo, que geralmente acontece no mês de agosto. A atividade compõe a grade curricular e os alunos se preparam para ela desde o ingresso no curso. “Muitos alunos acham desnecessário vir a Campina Grande, mas quando eles vêm algo é despertado neles, por conhecer de perto a estrutura do Ministério, a diretoria… Isso faz com que eles saiam daqui ministrados. É abençoador ver o quanto eles são marcados por Deus”, disse Fernando.

De fato, a Aula de Campo se torna um capítulo vital na vida de cada discente, pois muitas vezes são inúmeras as barreiras transpostas para que os mesmos cheguem até o interior da Paraíba. No entanto, os momentos singulares vividos por eles culminam em testemunhos recorrentes, como: “Dias incríveis”, “Marcou a minha vida e ministério”, “Eu precisava estar aqui”. A empolgação após a aula de campo é tanta que já teve turma que evangelizou no voo de retorno. Vale ressaltar que os alunos da Sede também participam, obrigatoriamente, contudo não precisam viajar, já que é na cidade deles.

 AVANÇO NA PANDEMIA 

No ano passado, a forma de se relacionar, trabalhar e estudar foi modificada no mundo inteiro. A pandemia mexeu com todas as esferas da sociedade. A diferença é que para o povo de Deus isso não foi paralisante, pelo contrário, foi um propulsor para o Corpo de Cristo chegar mais longe, levando a Palavra para mais lugares.

Dessa forma, a Escola de Ministros atuou intensificando os trabalhos para que o treinamento dos mais de 400 ministros matriculados não se tornasse defasado. Além da Escola Sede, em Campina Grande, as unidades itinerantes em Aracaju (SE), Campinas (SP), Caruaru (PE) e Taguatinga (DF) também funcionaram.

Após apenas duas semanas de funcionamento presencial, quando foram estabelecidos os decretos com suspensões de aulas, a orientação da diretoria do Ministério Verbo da Vida para a coordenação das Escolas, foi de que não parassem. Assim, mobilizaram várias equipes para a empreitada de gravações das aulas remotas. Equipes de trabalho, professores, diretorias, todos estavam engajados em fazer com que cada aluno recebesse em sua casa todo o conteúdo com a mesma excelência que receberiam presencialmente. 

A equipe de Comunicação do Ministério se dedicou intensamente no estúdio, até mesmo em algumas madrugadas gravando as aulas. Ainda foram montados mais dois estúdios improvisados na Escola Sede e na Escola de Missões Rhema para que pudessem suprir a demanda de matérias de todas as unidades.

Algumas unidades itinerantes com boa estrutura para gravação também pegaram junto. Sem falar dos professores que acompanharam esse ritmo, muitos deles ficando cerca de três horas seguidas ministrando a aula para uma câmera e, ainda assim, sempre de forma tão generosa. A Coordenação de Tecnologia da Informação alterou o sistema utilizado para oferecer um suporte diferenciado aos alunos. Foi muito desafiador. Mas a gente também aprendeu muito e portas se abriram para que espalhássemos a Palavra de Deus. Acabamos criando meios de trabalhar com mais alcance”, afirmou Sylvia. 

Nas transmissões ao vivo, os alunos se conectavam com a sala de aula da Escola Sede e foram criados processos de avaliação que não existiam antes. As turmas não foram dissolvidas. A graça de Deus cercou tanto a equipe quanto os alunos que, ao invés de pararem, cresceram, avançaram e as formaturas aconteceram. 

“Alguns alunos quiseram desistir, mas nós os estimulamos a permanecer firmes e crendo que a unção que estava sobre o professor alcançaria a vida dele pelo computador também. Muitos tinham dificuldade com o computador e passávamos horas no telefone explicando para eles como se conectar. Depois que retornaram as aulas, tivemos que fazer o contrário: estimulá-los a voltar para a sala de aula, porque ficaram tão acostumados com o ambiente on-line que não queriam mais voltar”, recordou Fernando.

CURIOSIDADES

  • Gilson Lima era vice-diretor na primeira gestão de Sylvia Lima. Muitos momentos de oração e consagração eram dirigidos por ele.
  • As Escolas Itinerantes não têm a disciplina “Ministrando a Palavra”, devido à quantidade de alunos que limita o tempo necessário para a disciplina.
  • As atividades durante a Aula de Campo são surpresa para os alunos e sempre surpreendem mesmo! 
  • Alguns ministros internacionais já ensinaram na EMR, como: Matt Beemer, Tad Gregurich e Tony Cooke.

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