|
Aluno da EMR Rio de Janeiro e músico da IEVV em Pedra de Guaratiba, RJ
“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3.23-24)
Estamos em um mundo no qual a filosofia imperante é a do “faça apenas o necessário”. Quem de nós nunca ouviu alguém dizer: “Graças a Deus, tirei 7 (a média) e consegui passar” ou “está bom assim mesmo, não precisa perder tempo não”?
Esta é a realidade da maioria das pessoas comuns. Por outro lado, para que você se destaque em qualquer área da sua vida secular, basta simplesmente fazer o seu melhor.
Mas, será que não é isso o que todos deveriam fazer, o melhor? E os crentes, como ficam nessa história?
Tenho percebido que, na área da música, muitos têm invertido esse valor. Vejo músicos que não são cristãos lançando as melhores músicas, os melhores arranjos e as melhores produções, enquanto cristãos estão fazendo “apenas o necessário” no seu trabalho.
Vejo muitas pessoas mais exigentes se esforçarem muito, e muitas vezes, sem sucesso, para conseguir bons materiais de música gospel para deixar de ouvir música secular. Não deveria ser o contrário?
Olhamos para o “mercado gospel” brasileiro e vemos uns poucos artistas que se esmeram em fazer o melhor trabalho que podem, com os melhores músicos e os melhores produtores.
No meio secular, essa prática não é uma qualidade rara, mas sim um pré-requisito. Onde foi parar a qualidade dos nossos músicos e cantores cristãos? E, infelizmente, se pensarmos no serviço que os músicos oferecem à igreja, a realidade é ainda pior.
Durante muito tempo, fazer “apenas o suficiente” estava de bom tamanho. Mas, hoje, conhecemos muito bem a Palavra, e o caráter excelente de Deus em oferecer sempre o seu melhor à humanidade. Não há mais desculpas para nós! Se as pessoas no mundo dão o seu melhor pensando na fama, na riqueza ou, em alguns casos, em agradar a outros deuses, quanto mais nós não deveríamos fazer o melhor para agradar a Deus!?
Servir com excelência não é ser perfeito sempre e ficar triste por não conseguir. Mas, é saber que, o que você fez, foi o melhor que poderia ter feito. E essa é uma atitude do coração que extravasa para atitudes na vida diária: Fazer mais e melhor!
Por exemplo, se for requerido de você três horas de ensaio por semana, chegue um pouco antes para afinar o seu instrumento e ter tudo pronto quando os outros chegarem. Se lhe solicitarem que cuide das cordas do seu instrumento, garanta que elas sejam compradas e trocadas antes de arrebentar pelo excesso de uso. Se lhe for pedido para ensaiar tal música, estude-a em casa para que, chegando ao ensaio, você não gaste mais tempo que o necessário.
Algumas destas coisas exigem mais do que é possível aos músicos? Creio que não. Mas, elas exigem uma atitude do coração, a de buscar servir ao Senhor com excelência.
Portanto, sair da “mediocridade” (fazer o que é comum) não deve ser privilégio de uns poucos músicos “superdotados”.
A capacidade para desempenhar bem o nosso serviço já está dentro de nós. Basta apenas nos esforçarmos para trazer isso para fora, vivendo uma vida de excelência em tudo que fizermos, incluindo a música. Seja superabundante no seu serviço à igreja, porque o seu trabalho não é vão no Senhor (I Coríntios 15.58). Dê o seu melhor, sempre!
Felipe Aguiar
|