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Vou me casar, e agora?
 



 

 

 

Fabiola Carence

Graduada do Rhema Brasil em Belo Horizonte, MG


 

Casar-se é o sonho de muitos e até aqueles que dizem que não desejam o matrimônio, possuem sim um anseio pelo mesmo, ainda que em um “futuro longínquo”, a não ser os que se igualam ao apóstolo Paulo: Têm uma convicção tão forte do chamamento Divino e vivem tão profundamente  mergulhados nisso, que a união com um ser do sexo oposto já lhes é completamente dispensável. Mas, tal decisão, definitivamente, não é para todos, ou melhor dizendo, é para poucos. 

O ato de se casar pode ser comparado a uma aposta, na verdade, essa é umas das definições encontradas no dicionário de português para essa palavra. Fazer uma aposta significa dar crédito ou investir em algo futuro ou desconhecido. As pessoas que jogam na loteria, por exemplo, estão apostando em um resultado futuro e, portanto, imprevisível.

Elas precisam acreditar que sua aposta esteja certa para colherem o benefício daquela jogada, precisam ter fé no que estão fazendo hoje para vislumbrarem o prêmio que lhes está proposto para o futuro.

É exatamente assim que acontece no casamento. Nós escolhemos alguém, nos apaixonamos e, a partir daí, apostamos que a união com aquela pessoa pode dar certo. De fato, Deus já abençoou o casamento, foi Ele quem o criou. Deus está interessado em realizar os desejos do nosso coração, inclusive o de se casar, mas é importante saber que nós mesmos vamos nos mover em direção a essa realização. 

Muitos são os questionamentos em nossa alma: Como será que vai acontecer? Quando vai acontecer? Será que vou ser mais feliz depois que me casar ou será que vou conseguir conviver uma vida inteira ao lado da mesma pessoa? A ansiedade, às vezes, chega bem de fininho e sem perceber abrimos a porta para ela e como se não bastasse, puxamos a cadeira para ela se sentar. Não é certo que seja assim, nós temos a Palavra e podemos nos apoiar nela pra tudo. 

“Não andeis ansiosos por coisa alguma” (Filipenses 4.6)
.  

O texto é claro, não é necessário perguntar a Deus o que Ele quis dizer com isso. Ora, Ele quis dizer exatamente o que Ele disse, portanto, minha única opção é obedecer. É certo que precisaremos lidar com nossa alma nos momentos em que a ansiedade vem, assim como diz uma notável mulher que conheço: “Precisamos sentar nossa alma numa cadeira e começar a pregar a Palavra para ela”. Mas, eu aprendi que a alma não é minha inimiga, é minha aliada. Eu posso e devo sujeitá-la às informações que tenho no meu espírito, pois ela está diretamente ligada aos sentimentos humanos. 

O tempo de se casar chegou para mim, estou me despedindo da vida de solteira e dando as boas vindas a uma nova vida, a vida de casada! Como eu disse, são muitos os pensamentos que permeiam nossa mente nessa fase, mas todos eles podem ser combatidos e esclarecidos pela Palavra.

Não tenho o que temer, decidi entrar em aliança com uma pessoa com a qual tenho certeza que posso avançar para o propósito divino, acho que essa é a questão mais importante. Além de está apaixonado(a), você deve vislumbrar o seu futuro com aquela pessoa e, acima de tudo, vislumbrar o seu crescimento espiritual com ela, ter a certeza de que seu marido ou esposa será seu(sua) incentivador(a) e você também deve desejar ser o mesmo para ele(a).

Acredito que só mesmo a experiência própria é capaz de nos calejar ao ponto de falarmos com propriedade sobre determinado assunto. Mas, tomar conhecimento da experiência alheia, pode evitar que caiamos nos mesmos erros e, ainda, nos motivar se vimos de perto os seus acertos. Para vencer os questionamentos que surgem, em primeiro lugar, se detenha na Palavra, ouça o que Deus está falando para você e depois converse com pessoas mais experientes no assunto. 

Tive a oportunidade de conversar com uma senhora bem idosa em certa ocasião e ela imprimiu em mim uma lição valiosa. Ela comparou o casamento a uma roseira vistosa e perfumada: “É linda de se ver, mas dá trabalho cuidar e, quem o faz, pode ter de tirar os espinhos e se ferir com eles.” 

Talvez você olhe para o relacionamento de outras pessoas e ache lindo, romântico e cheio de amor, mas só eles sabem o quanto precisam trabalhar naquilo, o quanto cada um precisa ceder para fazer o outro feliz e de quantas vontades próprias precisam abdicar diariamente. Como diz a própria Palavra de Deus: “O amor tudo sofre, tudo suporta.” Creio que isso vale muito para o casamento, porque um não é igual ao outro e, por vezes, será preciso suportar a dor de ceder. Sim irmãos, ceder dói, nós temos uma vontade e temos de ceder para que a vontade do outro seja feita e não a nossa. Jesus passou por isso também e não foi fácil para ele, mas o amor que ele tinha falou mais alto e venceu. O amor sempre vence. Glória a Deus por isso.

Estou caminhando rumo a uma estrada nova, mas Deus está nela também. Mesmo que, vez ou outra, me pareça difícil ver as coisas se alinhando, mas ainda bem que só parece. Fiel é o que fez a promessa! Se continuarmos andando conforme os preceitos da Palavra, não terá como não dar certo. Se amarmos um ao outro com o amor de Deus, o bem estar a dois será constante. A cumplicidade e o respeito são nossos melhores aliados. 

Estamos crescendo e as mudanças são necessárias o tempo todo, cada um com a sua personalidade, mas os dois com o mesmo objetivo: Desempenhar bem o seu papel. Vivências e frustrações passadas não servem de base para o que está por vir, as inseguranças devem ser vencidas pela realidade que vivemos hoje: Cristo em nós. 

Algumas coisas levam tempo, mas a paciência faz parte de quem somos e a perseverança também. Quem persevera, vence.

Nada melhor do que fazer tudo no tempo certo e do modo certo! No mais, solteiros, casados e noivos: Aprendam a descansar em Deus, não de forma que fiquem parados esperando algo acontecer, mas descansem confiando que, enquanto vocês fazem sua parte, Ele também estará fazendo a dEle.

 

 

 

 

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