: | | |
 
Pesquisar em
 
O MVV é uma instituição reconhecida de utilidade pública municipal pela lei nº 4664/08, em Campina Grande, PB.
  Entrevistas
 
Confira a entrevista com o jovem Ryan Adams, preletor do JPN nordeste 2010
26/7/2010
 

 

O Portal Verbo da Vida entrevistou um dos preletores do Jovens Para as Nações nordeste, o jovem norte americano Ryan Adams, que falou sobre as suas experiências no ministério e o seu projeto UREV.

 

 

Ryan é graduado do Rhema EUA e serve ao Senhor na área de mídia lá. Leia abaixo a conversa que tivemos com ele:

 

 


Portal: Como é ser um jovem ministro já atuando no seu chamado?

Ryan: Eu nunca tive problema com a minha idade. Eu sempre tive bem firme dentro de mim que a idade não importa muito nessa questão de trabalhar para o reino de Deus. Você vê na bíblia, que Deus usou o rei Davi, ele usou Isaías, usou vários outros homens bem jovens, e eu não acho que os padrões da bíblia mudaram até a época de hoje. Está sendo muito divertido para mim, eu estou curtindo a vida.

Quais as experiências mais marcantes que você já vivenciou no ministério?

Eu estava nas montanhas da Tailândia, eu fui com os meus amigos, era um estudante universitário, e fui para uma tribo com eles. Nós dirigimos mais ou menos por 10 horas nas montanhas. Era muito longe da civilização, longe da sociedade, longe de tudo, nesta cidade tinha acabado de chegar a eletricidade. E eu tive a oportunidade de ministrar um dia, e eles estavam todos entusiasmados e curiosos porque tinha um homem branco na tribo. E todas as tribos ao redor, foram para o culto. Eu estava orando antes de pregar no culto, e estava perguntando a Deus como deveria ministrar para aquelas pessoas, o que iria falar a elas, porque eu não estou muito interessado em gastar tempo não, e também não quero falar uma mensagem que vai agradar aos ouvidos deles, eu quero penetrar no coração deles e buscar quais são as reais necessidades deles e atingi-los de alguma forma. E naquele dia comecei a falar sobre cura. Eu fui muito simples, foi uma mensagem muito simples, e descobri qua a simplicidade vai mudar a vida das pessoas. E eu comecei a falar de cura e as pessoas começaram a vir à frente para receber a cura. E, antes que eu começasse a impor as mãos sobre as pessoas, Deus falou para eu pegar as próprias pessoas da tribo para impor as mãos. E convidei uma criança para vir a frente, e ela orou por um homem que estava paralisado, eu fiquei atrás dele e perguntei ao homem se ele acreditava que a fé daquela criança poderia curá-lo, e ele disse que sim. E antes mesmo que a criança pudesse tocar no homem, aquele homem que estava paralítico por muitos anos de sua vida, começou a gritar e pular, e todo mundo ficou muito assustado porque nunca tinham visto nada daquele jeito antes. E ele começou a gritar Jesus. E naquele momento eu pude perceber que a simplicidade da cura, do evangelho é algo tão fácil de entender. Em 10 minutos aquela criança e aquele homem puderam compreender o que é realmente a cura. E ele que era paralítico agora está andando, ele saiu correndo foi até ao fundo e voltou. Se em 10 minutos isso pode acontecer, imagine se estivermos ensinando sempre isso. Isso vai mudar o mundo para sempre.

Quais conselhos você daria aos jovens que querem iniciar no ministério enquanto jovem?

Antes de você liderar ou ser um ministro você tem que servir. Josué serviu a Moisés , um homem que deixou de ser escravo para se tornar um servo antes mesmo de ser um líder. Meu conselho é que você não esteja tão ligado em ministério ou liderança, mas sim em servir, em como você pode servir bem na sua igreja. Quando você tem um coração de servo, você tem o coração de Deus, e quando você tem o coração de servo pode alcançar as pessoas, porque estamos aqui para servir não para ser servido. Os jovens precisam aprender a como servir e a como se submeter as pessoas mais velhas nesta geração. O irmão Hagin dizia que estava vendo esta coesão das gerações, os mais velhos e os mais novos trabalhando juntos. Apenas sirva, se submeta e seja humilde. Quando você for capaz de sacrificar a sua pŕopria visão, você vai ser capaz de alcançar mais pessoas. Agora eu vou dar a vocês a maior revelação que Deus me deu em toda a minha vida: você tem que se submeter. O que importa naõ é você, são as pessoas, o que importa é fazer a vontade de Deus e não a nossa.

Além do Brasil, em quais nações você já foi?


Está é a primeira vez que estou na América Latina. E de todos os países que já fui, o Brasil é o mais bonito. Contando com o Brasil, já estive em 21 países. Comecei a viajar há 2 anos , quando tinha 20 anos, e meu primeiro país foi a Tailândia, quando conhecemos o Rhema nesta nação.

Fale sobre o seu projeto UREV.

O que a gente quer fazer, é trazer a critividade de dentro da igreja para o mundo. Deus nos deu esse mandamento, de simplesmente ir e falar de Jesus para as pessoas, essa é a nossa missão. E Deus começou a tratar comigo sobre evangelismo criativo, sobre levar essa criatividade através das artes, do teatro, da dança, de tudo que tiver ao nosso alcance para alcançar a outras pessoas. A gente sai da igreja e vai para o mundo, onde as pessoas estão e elas não estão salvas. A melhor forma de salvar o perdido e edificar a igreja é ir ao mundo, onde as pessoas estão. Tem algumas pessoas que jamais iriam até a igreja, então nós damos a oportunidade dela aceitar a Jesus no próprio mundo delas. E agora, os nossos planos são que a gente comece a fazer isso também no Brasil , para que comecemos a levar a arte e a criatividade lá pra fora. Eu vou estar em mais 5 cidades do Brasil levando essa visão. O que eu quero ressaltar, é que você não precisa ser um artista para ser criativo, pois criatividade é você usar o seu jeito, o seu método para alcançar o perdido.

Qual a importância da mídia para o evangelismo no seu ponto de vista?

Enquanto a gente está fazendo essa entrevista, há 1.3 bilhões de pessoas na internet. A MTV vai produzir 56 bilhões de dólares esse ano, a APPLE é líder em tecnologia, nosso mundo está sendo consumido pela mídia. Se a gente olhar para o mundo, eles são capazes de alcançar gerações, culturas e a mundos diferentes, tudo através da mídia. Nós da igreja não podemos estar cegos para o fato de que a mídia realmente tem alcançado as pessoas. Então, porque aquilo que eles estão usando para o mal não podemos usar para o bem? Quando o Ap. Paulo foi para Atenas, ele foi para o centro do mundo, ali as pessoas tinham acesso a tudo, e você sabe o que e fez? Ele não se escondeu do que estava a volta dele, ele foi conhecer a cultura, e não falou contra eles, simplesmente acendeu a luz do evangelho e falou com eles no nível deles, usava a linguagem que eles entendiam. Ele usou os métodos e os instrumentos que eles usavam para falar de Jesus. Eu acredito nessa simplicidade do evangelho, desse jeito nós estaremos alcançando também as pessoas através da mídia, nós não temos que nos conformar ao mundo, mas a gente pode mudar o mundo através desses métodos. Nós não somos conformados, nós somos transformadores.

O que você diria para as pessoas que se acomodaram na “zona de conforto”, e não estão atuantes na evangelização?

Seja como Jesus, seja flexível. Ele foi a pessoa mais relevante em todas as gerações e nas gerações que estariam por vir. O que o fez relevante não era quem Ele era, a roupa que Ele usava, o que Ele ouvia, Ele simplesmente amou. O amor vai trascender as barreiras culturais, do tempo, transcender gerações, se nós como igreja aprendermos a amar como Cristo ama, tudo vai se encaixar no seu devido lugar. Nós seremos conhecidos como uma igreja que ama, e eu acredito que assim as coisas irão mudar, e como um corpo só iremos alcançar o mundo. 

 

 

 

 
 
Arquivo de Entrevistas: